Conciliação financeira em clínicas: a base da confiabilidade dos relatórios

Luciana Prates em pé, com celular na mão, ao lado de um painel azul-escuro com losangos da identidade da Gestão Prates.

Antes de analisar indicadores, margens ou resultados, existe uma etapa anterior: garantir que os registros utilizados pela gestão correspondam ao que efetivamente aconteceu.

Essa é uma das principais funções da conciliação.

Registrar não significa confirmar

Um sistema pode indicar que determinado valor foi recebido.

Isso não garante que o dinheiro tenha sido creditado corretamente.

Da mesma forma, uma despesa pode constar como paga internamente e não ter sido efetivamente liquidada pelo banco.

Quanto maior o volume de movimentações, maior o risco de divergências permanecerem sem identificação.

A realidade das clínicas amplia essa necessidade

Clínicas podem operar com PIX, cartões, parcelamentos, boletos, diferentes contas bancárias, antecipações e diversas datas de liquidação.

Em alguns negócios, ainda existem repasses para profissionais, devoluções, estornos ou recebimentos vinculados a procedimentos específicos.

Essas características tornam insuficiente uma simples conferência visual de extrato.

É necessário confrontar origens diferentes de informação.

O que foi vendido precisa ser comparado ao que deveria ser recebido.

O que a operadora informou precisa ser comparado ao banco.

O que o sistema registra precisa ser validado contra a movimentação real.

Conciliação é uma etapa de controle interno

Além de organizar o financeiro, a conciliação reduz riscos.

Permite identificar duplicidades, lançamentos não reconhecidos, diferenças de taxas, pagamentos incorretos e valores ainda pendentes.

Sua importância não está apenas em corrigir erros.

Está em evitar que relatórios sejam construídos sobre dados imprecisos.

Nenhuma análise financeira é melhor do que a qualidade da informação utilizada como base.

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