A disponibilidade de sistemas tornou simples produzir grande quantidade de relatórios.
O desafio passou a ser outro: identificar quais informações realmente precisam da atenção do gestor.
Uma clínica não precisa acompanhar dezenas de indicadores para possuir boa gestão.
Precisa acompanhar aqueles que ajudam a interpretar seu modelo de negócio.
Indicadores devem responder a questões gerenciais
Faturamento, resultado, despesas, margem e posição de caixa são exemplos de informações relevantes.
Dependendo da operação, também pode ser importante acompanhar contas a receber, inadimplência, ticket médio, participação de determinados serviços, custos ou necessidade de capital.
A escolha depende da realidade da clínica.
O indicador deve existir porque ajuda a compreender alguma dimensão importante do negócio.
Comparação transforma dado em informação
O valor de um indicador aumenta quando existe contexto.
Faturamento de R$ 300 mil isoladamente informa pouco.
É preciso saber como esse número se compara ao período anterior, à meta, às despesas e ao resultado gerado.
O mesmo raciocínio vale para custos e margens.
A análise gerencial depende de evolução, proporção e tendência.
Indicadores precisam conduzir a decisões
Um bom painel não deve servir apenas para registrar desempenho passado.
Ele precisa ajudar a identificar desvios e orientar prioridades.
Se as despesas aumentaram acima da receita, existe algo a investigar.
Se o resultado cresceu menos do que o faturamento, é necessário compreender o comportamento da margem.
Se os recebíveis aumentaram muito, pode existir impacto futuro sobre caixa.
Indicadores úteis são aqueles que aproximam a gestão da realidade econômica da clínica.
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