Antes de analisar indicadores, margens ou resultados, existe uma etapa anterior: garantir que os registros utilizados pela gestão correspondam ao que efetivamente aconteceu.
Essa é uma das principais funções da conciliação.
Registrar não significa confirmar
Um sistema pode indicar que determinado valor foi recebido.
Isso não garante que o dinheiro tenha sido creditado corretamente.
Da mesma forma, uma despesa pode constar como paga internamente e não ter sido efetivamente liquidada pelo banco.
Quanto maior o volume de movimentações, maior o risco de divergências permanecerem sem identificação.
A realidade das clínicas amplia essa necessidade
Clínicas podem operar com PIX, cartões, parcelamentos, boletos, diferentes contas bancárias, antecipações e diversas datas de liquidação.
Em alguns negócios, ainda existem repasses para profissionais, devoluções, estornos ou recebimentos vinculados a procedimentos específicos.
Essas características tornam insuficiente uma simples conferência visual de extrato.
É necessário confrontar origens diferentes de informação.
O que foi vendido precisa ser comparado ao que deveria ser recebido.
O que a operadora informou precisa ser comparado ao banco.
O que o sistema registra precisa ser validado contra a movimentação real.
Conciliação é uma etapa de controle interno
Além de organizar o financeiro, a conciliação reduz riscos.
Permite identificar duplicidades, lançamentos não reconhecidos, diferenças de taxas, pagamentos incorretos e valores ainda pendentes.
Sua importância não está apenas em corrigir erros.
Está em evitar que relatórios sejam construídos sobre dados imprecisos.
Nenhuma análise financeira é melhor do que a qualidade da informação utilizada como base.
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